O documentário Guerrilha Gerador, feito pelo hierofante Danilo Sevali, exalta com maestria a essência do "Faça Você Mesmo", mostrando que essa postura vai além do que ser apenas "contra o sistema".
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| Foto: Paulo Borgia |
O filme, de 60 minutos de duração e que concorre (ou concorreu) como documentário musical pelo In-Edit, motra duas bandas, INI e Hierofante Púrpura, invadindo, digamos assim, as Viradas Culturais do estado de São Paulo, utilizando dois geradores movidos à gasolina para ligar os equipamentos e as ruas e calçadas como palco.
As entrevistas, cenas, músicas, reação de público, bandas e, acreditem, policiais, esclarecem cada vez mais o real objetivo da Guerrilha Gerador, que, como dito, não é combater o sistema, mas sim, tornar-se independente dele.
As imagens, que às vezes parecem ter exageros de vazio e repetições, nada mais fazem do que colocar o público dentro de uma noite de invasão da Guerrilha, que passa a sentir, junto com as bandas, o frio na barriga de estar fazendo algo, digamos assim, ilegal, a angústia de esperar, achar o local certo, da incerteza se vai rolar ou não, se serão censurados pela polícia que, por muitas vezes, não entendia em absoluto o que presenciava (e é da natureza humana temer aquilo que não se entende).
Curiosamente é colocado no documentário a vez em que a Guerrilha não tocou, na Virada de São José dos Campos, por decisão das próprias bandas. Isso é emblemático e mostra o quão orgânico e humano é o movimento. Outro momento que prova isso é quando tocam, praticamente isolados, na Pedreira, para eles mesmos. Mostra como o objetivo de tudo nada mais é que a própria música.
Curiosamente é colocado no documentário a vez em que a Guerrilha não tocou, na Virada de São José dos Campos, por decisão das próprias bandas. Isso é emblemático e mostra o quão orgânico e humano é o movimento. Outro momento que prova isso é quando tocam, praticamente isolados, na Pedreira, para eles mesmos. Mostra como o objetivo de tudo nada mais é que a própria música.
A Guerilha Gerador (o documentário e a ação) é algo poderoso. Como dito pelo Elmo Odorizi, ela pode ser o que o mp3 foi para a indústria da música. Se as bandas perceberem que não precisam se submeter a abusivas condições de muitas casas noturnas, de eventos viciados e pré-fabricados, em que se tocam sempre os mesmos artistas, tudo pode mudar. A Guerrilha não é violenta nem usa máscaras e molotov, mas é viceral, em suas notas, em suas mensagens, que, de longe, não se torna uma evangelização, mas sim, apenas rock'n roll; o que, no fundo, é muito mais perigoso... pelo menos para quem gosta de se manter no controle.

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