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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

the Glassbox e Bloodbuzz dividem o palco no Espaço Cultural Zapata

Em plena quinta-feira, 29, bandas se apresentam na capital paulista

 the Glassbox e Bloodbuzz. Fotos: Caio Augusto e Maíra Medeiros

O que pensar da combinação do post-punk, krautrock e shoegaze com o garage, punk e rock alternativo dos anos 90? A explosividade dessa fórmula pode ser conferida nesta quinta, 29 de janeiro, no Espaço Cultural Zapata (Rua Riachuelo, 328), com a apresentação das bandas the Glassbox e Bloodbuzz.

A primeira, the Glassbox, já com um bom tempo de estrada, vem se dedicando a novas composições e a gravação de novo álbum, com previsão de lançamento ainda para o primeiro semestre.Possui um álbum e um EP anteriores, recheados de cortantes e bons tons. Este último, também com duas músicas em vinil – compacto 7”.Saiba mais em facebook.com/glassboxmusic e theglassbox.bandcamp.com.



Por sua vez, a Bloodbuzz, fundada em 2010, também se encontra em estúdio para gravação de seu álbum de estreia - outro prometido para o primeiro semestre - com um som que mistura distorções cheias e melodias tão solares quanto abrasivas. Saiba mais em facebook.com/bloodbuzzmusic e bloodbuzzmusic.bandacamp.com. A entrada vale os R$10 e as bandas começam a tocar às 21h.



O Espaço Cultural Zapata tem como objetivo resgatar a cultura underground no centro velho de São Paulo, com um espaço dedicado à promoção de vários âmbitos da cultura, contando com shows, teatro, exposições, cervejas e drinks especiais. Saiba mais: https://www.facebook.com/pages/Centro-Cultural-Zapata/577132585748351.

Serviço 
the Glassbox e Bloodduzz no Espaço Cultural Zapata
29 de janeiro, quinta-feira, 21h
Rua Riachuelo, 328 (saída José Bonifácio do metrô Anhangabaú)
Entrada: R$10
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/956052594407225/957010444311440

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Como tirar MTB de jornalista em São Paulo - 2015

Eu sou formado em Jornalismo há um bom tempo (2007). Trabalho na área de comunicação desde 2004, quando comecei, ainda no primeiro trimestre de faculdade, a estagiar na área, na assessoria de imprensa da própria faculdade. Por dez anos, trilhei caminhos mais voltados à comunicação integrada do que o jornalismo em si, trabalhando em praticamente todas as áreas de uma agência (redação, revisão, diagramação, arte, atendimento, planejamento…).

Depois de toda essa trajetória, tive uma ótima oportunidade de "voltar às origens", com um cargo de assessoria de imprensa e novas mídias. Como até então toda minha experiência profissional se passou dentro de agências de comunicação, nunca foi necessário o diploma, tampouco o MTB, o registro de jornalista. Entretanto, nessa nova jornada, percebi que seria muito importante possuir a regulamentação.

Como fiel exemplar da Geração Y, busquei na internet como tirar o MTB e encontrei alguns posts. Entretanto, devido, talvez, a mudanças no procedimento com o passar dos anos, nenhum dos conteúdos que encontrei bateram 100% com o procedimento que passei na vida real para tirar o meu MTB.

Antes de dar o passo a passo de como fiz, acho interessante deixar claro qual era a minha situação: sou jornalista formado, moro na cidade de São Paulo, colei grau, mas não havia solicitado diploma. Há outras formas de conseguir o MTB, mas este post é para aqueles que se formaram.

• Passo 1: Solicitar na faculdade os documentos que serão utilizados para tirar o MTB. Você vai precisar de dois no primeiro momento: certidão de colação de grau e histórico do seu curso, com todas as notas; e, num segundo momento - não agora: o diploma. Vale falar que o diploma, no caso da minha faculdade - não sei as outras - demora bastante (até dez meses) e solicita uns documentos chatinhos, como o histórico do ensino médio. Ligue na sua faculdade e veja o que é necessário. De qualquer forma, já solicite os três.

• Passo 2: Agende no site do MTE seu atendimento, em ATENDIMENTO AGENDADO. No meu caso, eu consegui agendar para um pouco mais de um mês.


Escolha São Paulo. Na tela seguinte, em Estado, escolha SP, Município, escolha São Paulo, Unidade de Atendimento, é a Supertintendência Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (fica na rua Martins Fontes, 109, perto do Metrô Anhangabaú - na própria plataforma do Metrô já é indicada a saída para chegar na rua Martins Fontes), e, em Tipo de Atendimento, Registro Profissisonal.


Em seguida, irá preencher uma tela com seus dados e poderá agendar dia e horário do atendimento.

• Passo 3: Ao agendar, será gerado um PDF com o seu dia e horário e uma lista de observações que você vai precisará seguir. Imprima esse PDF, pois será necessário apresentá-lo na recepção, no dia do atendimento.

Nesse PDF, é dado um link (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/principal.seam) que se pede que acesse antes de ir para o atendimento. Faça isso somente alguns dias antes da data marcada, pois vai ser gerado um novo PDF, cuja validade é de apenas algumas semanas.



• Passo 4: Ao acessar esse link, com data próxima do atendimento, descrito no Passo 3, haverá um formulário que deverá ser preenchido. São informações como RG, CPF, telefone, Endereço, PIS, Carteira de Trabalho... Depois desses dados, um outro formulário se abre, sobre a sua solicitação, que, no meu caso, foi da profissão Jornalista, para atuar como Jornalista. É pedido o CNPJ da sua faculdade (uma busca no Google resolve) e qual documento será usado para comprovar sua escolaridade. No meu caso, eu só tinha o certificado de colação de grau e histórico. Com isso, eu consigo tirar o MTB mas, no prazo de um ano, eu preciso retornar e apresentar o Diploma. Por isso, no Passo 1, tem a dica: já solicite.

Após o preenchimento de todo formulário, será gerado um outro PDF, de três páginas (uma via dupla da solicitação e uma declaração negativa de ilícito - tudo precisa ser impresso e assinado). Além disso, nesse PDF são solicitados alguns documentos para serem levados o original e a cópia:

RG
CPF
Comprovante de endereço
Carteira de Trabalho e Previdência Social
Declaração negativa de ilícito assinada
Certidão de casamento, se tiver mudado o nome
Comprovante da escolaridade (Certificado de Colação e Histórico; ou Diploma)

• Passo 5: No dia do atendimento, recomendo chegar meia hora antes, no meu caso, fui até atendido antes. Ao chegar, você apresenta na recepção o comprovante do agendamento (o primeiro PDF gerado) e simplesmente vai ao guichê, esperar ser chamado pelo nome.

Ao ser atendido, os documentos são validados, comparando as cópias com os originais (leve as cópias e originais de tudo que é pedido). Estando tudo certo, é pedido para que se protocole, no próprio local, indicado pelo(a) atendente e, em seguida, volta ao mesmo guichê com o protocolo> Mais um papel é assinado e pronto. Se estiver tudo certo, será colado na hora uma etiqueta em sua carteira de trabalho com o seu MTB.

No meu caso, ainda terei que retornar para apresentar o Diploma. Talvez, quando for a hora, eu faça um update do post, com esse procedimento que, pelo que entendi, é bem fácil.

O procedimento é simples. O que pode tornar chato ou frustrante é a espera, principalmente quando não se tem todos os documentos. Por exemplo, eu tive que solicitar o histórico do ensino médio, que demora 15 dias para ficar pronto, para só depois solicitar o diploma, que demora até 10 meses, para só assim tirar o MTB, que demora quase dois meses para agendar. Tive que solicitar o histórico, que demora 15 dias, e o certificado de colação, que são mais 5. Eu tive a sorte de não me mudar para longe da escola e da faculdade que me formei.

Espero ter ajudado! Se alguém que tirou o MTB sem ter se formado, quiser colocar o que muda no procedimento nos comentários, fiquem à vontade!

PS: Esse não é um post oficial sobre como tirar MTB de nenhum órgão ou associação. Foi apenas a minha experiência que estou compartilhando. Qualquer dúvida, ligue no Setor de Administração e Registro Profissional (11) 3150-8160 ou 8163.

Comente!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Mamilos - o podcast que traz a polêmica à mesa do B9

Mamilos é o novo podcast da podosfera do portal Brainstorm9. Os veteranos Braincast e Anticast agora contam com uma presença feminina - e feminista - mais forte no site, sob responsabilidade de Cris Bartis e Juliana Wallauer (o portal também conta com o novato, fanfarrão e recomendado Mupoca, de Luiz Yassuda - que, inclusive, se um dia o entrevistasse, a pergunta seria: o que é Mupoca?).

Cris Bartis e Juliana Wallauer (fotos tiradas de seus perfis do Twitter)

Mamilos, que estreiou em novembro de 2014, faz juz ao nome: traz as polêmicas - chamadas no programa de “Trending Topics” e “Treta da Semana” - que percorreram as redes sociais nos últimos sete dias(o podcast vai ao ar todas às sextas). “Dentro do universo do B9, nosso papel é trazer pauta quente, o que é um enorme desafio”, conta Juliana. “Nós começamos o Mamilos porque percebemos que existem poucas mulheres produzindo conteúdo fora dos nichos de moda e maternidade”, comenta.

Mais do que um cast que busca audiência, Mamilos se faz necessário ao colocar o dedo na ferida em diversos temas que estão aí, com urgência de debate, entretanto, se tornando apenas matéria-prima para chorume em comentários de portal. “Nossa intenção é debater assuntos polêmicos da semana com o objetivo de aprofundar um pouco mais, com pontos de vista que nem sempre concordam, mas que sempre contribuem para a reflexão sobre o tema”, explica Cris, que completa: “Não somos tão pretensiosas a ponto de achar que vamos mudar o mundo, mas, a cada comentário que chega agradecendo por trazer novos horizontes, te garanto que nos sentimos bem sucedidas”.

A linha que delimita os assuntos polêmicos é tênue e pode se romper facilmente. Sabemos que algo é polêmico, que o amiguinho do lado não concorda com você, que o tema interfere na vida de todo mundo e que ele pode invadir o espaço alheio, em diversos aspectos. Por tudo isso, muitas vezes, preferimos deixar de lado e fingir que não nos afeta. Mas não em Mamilos.

Mamilos, sem medo e com muito charme, debate, joga na mesa, traz à tona, cutuca, tira a casca da ferida pra sangrar, e grita no seu ouvido: Amiguinho, precisamos falar sobre isso. Juliana conta que, quando foi decidido que abordariam pautas quentes, ficou muito claro o que iriam fazer: aprofundar as discussões feitas superficialmente nas redes sociais com equilíbrio e gentileza. “Não importa qual seja o assunto, parece que sempre existem dois lados gritando coisas absolutamente diferentes sem qualquer capacidade de intersecção. E sempre se pensa que o outro lado só pode ser muito burro ou ter muito mal caráter para não pensar como nós”, desabafa. “O objetivo do Mamilos é quebrar esse paradigma. É apresentar as ideias diferentes a partir dos pontos em comum”.

Aborto, cursos para pegar mulher, liberdade de expressão, terrorismo, guarda compartilhada, parto normal ou cesária, drogas… em um primeiro momento, esses podem parecer temas-polêmicos-lugares-comum, mas a objetividade e empatia que as garotas usam para abordá-los deixa tudo mais interessante - e urgente.

Longe de quererem cagar regras (as vezes, não tão longe), Cris e Ju tentam trazer os dois lados de forma neutra, no sentido de: sim, queremos ouvir o o que os dois têm a dizer. Isso não significa, de forma alguma, não terem opinião. Um grande exemplo de sucesso da imparcialidade foi o programa sobre Pirataria, com um formato ideal de debate, trazendo uma advogada especializada em propriedade intelectual e um representante no Partido Pirata, ao mesmo tempo, se confrontando. Mesmo com opiniões e visões diferentes e antagônicas, o debate foi saudável e respeitoso. As meninas, inclusive, sempre comentam muito sobre isso: o respeito. (Principalmente no quadro “Fala que eu te Escuto”: a educação e respeito dos ouvintes nos comentários e e-mails, mesmo quando escrevem para criticá-las).

“Nossos elogios [feitos aos ouvintes que escrevem] não vão apenas para aqueles que nos elogiam ou contribuem com o assunto, vão também para aqueles que nos criticam. Estamos conversando com pessoas legais que querem trocar ideias, mesmo que não estejam 100% de acordo”, conta Cris. “Talvez a gente simplesmente consiga despertar nas mesmas pessoas [que ouvem o Braincast] o desejo por um diálogo mais harmonioso”, complementa Ju.

Talvez esteja aí a única ressalva para o programa: por ser tão direto, incomodar pra valer, o público não teria se segmentado demais? Não estaria o Mamilos pregando para convertidos? E quem realmente precisaria ouvir, não o escuta? “Acho que a gente pega o nicho do nicho por estar dentro do B9. O conteúdo do site filtra bem o tipo de público, mas, ainda assim, por incrível que pareça, o comportamento dos nossos ouvintes é MUITO diferente dos do Braincast. Pode ser porque a amostra é menor, temos um terço do público. O assunto pode ajudar por trazer o melhor das pessoas à tona. Ao apresentar as polêmicas com empatia e respeito, acho que a gente encoraja esse tipo de resposta”, reflete Juliana.

Todo episódio, as anfitriãs de Mamilos enfatizam o quando o ouvinte precisa duvidar de tudo que foi falado e seguir os ensinamentos extraterrêneos de buscar conhecimento e ir além. Para Cris, a proposta nunca foi responder uma pergunta, e sim “deixar uma pulga atrás da orelha das pessoas, chamando-as para reflexão e para que cheguem as suas próprias conclusões”.

Completam o programa os quadros “Memes da Semana” e o “Farol Aceso”, uma cópia do “Qual é a Boa” do Braincast. Eles são, de certa forma, o alívio cômico em meio a tanta polêmica e papo sério. É para lembrar que os problemas do mundo estão aí, para serem resolvidos e debatidos, mas que ser alegre está em paralelo a toda essa bagunça.