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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pare tudo o que está fazendo e vá ouvir RED, o mais novo EP do Seamus…

… assim como eu parei tudo para escrever essa leve resenha.

A extinta banda Seamus tem história. E como tem. Fez parte de muitos contextos das cenas alternativas de São Paulo, Taubaté e Mogi das Cruzes. Junto com La Carne, era a banda que eu depositava - injustamente - a responsabilidade do "enquanto eles continuarem na ativa, ainda há esperança".

Perdi a conta de quantos shows já vi do Seamus e, mesmo assim, nunca negava em ver de novo, e de novo, e de novo. Sempre era uma experiência única. E, se não era única, era algo que valia sentir mais uma vez.

Já sabia decor as músicas quando o interminável parto deu à luz ao ótimo CD The Sounds Of The City You Love, em 2010. Mesmo assim, as músicas que saiam das caixas de som soavam frescas, novas. E é exatamente essa a sensação ao ouvir RED, o novo EP da banda, que pode ser ouvido neste link. A diferença é a nostalgia da banda não existir mais.



RED tem quatro músicas, já velhas conhecidas do público, gravadas em uma ótima qualidade. Uma pena esse material chegar em um momento de nostalgia tão grande, onde, com certeza, a emoção fala mais alto que a crítica. Cada música que passa, sente-se a emoção dos shows, das guitarras barulhentas no ponto exato, dos backings que te fazem cantar junto...

Seamus se assemelha com Bob Dylan no álbum Desire: faz músicas enormes (Red tem 6:05 e, a menor, Ambush in the Night, 3:43) e que não cansam nunca e deixam o gosto de quero mais.

Infelizmente, hoje, esse gosto de quero mais é amargo.

RED no repeat a tarde toda.