Em encontros que ocorrem quinzenalmente aos sábados na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), o Grupo reúne desde profissionais da área de comunicação e da área acadêmica, estudantes e profissionais de Design e um médico urologista (sim, isso. E, acredite, com colocações extremamente pontuais, que agregam, e muito, no debate).
Debate, diálogo, sim, aula, não. Por mais que seja claramente liderado pelo Beccari, o Grupo tem um espaço plural, sem hierarquias, onde todos perguntam, sugerem, discordam e aprendem.
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| Parece aula, mas não é. Foto: Renato Oliveira |
No encontro mais recente, que aconteceu neste sábado, 18, aproveitei para conversar com o Beccari. Afinal, as minhas inquietações ultrapassavam o que era discutido no grupo. Por que, raios, aqueles estudantes estavam ali? E os profissionais? Então não há debate nas salas de aula? A filosofia de olho no design não está na pauta dos professores?
"É interessante porque isso faz com que o grupo acabe funcionando como um Narcóticos Anônimos, que é uma coisa muito útil, eu diria. A gente vê isso no Clube da Luta. Para o cara conseguir dormir, para você conseguir dormir, precisa participar de vários 'narcóticos anônimos', escutar histórias, se comover, chorar… E chegamos muito perto disso no mercado de trabalho. O designer não consegue mais dormir", brinca Beccari e faz um paralelo.
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| Grupo de Estudo Filosofia do Design. Foto: Renato Oliveira |
Se interessou? Ouça a entrevista na íntegra em que o Beccari explica, ou tenta explicar, o porquê de tantas inquietações. E, claro, o porquê de se discutir a filosofia do design em um grupo de estudos.
Ouça também a entrevista com três estudantes de Design Gráfico, participantes do Grupo: Thaís, Danilo e Renato, respectivamente.


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