O download ilegal de músicas não tem mais espaço. Não tem desculpas tampouco motivos. Tinha, mas não tem mais. O CD é uma bizarra criatura, uma fase de transição entre o LP, mídia física oficial e definitiva da música para aqueles que fazem questão da posse, e o streaming. O CD é caro, pequeno - porém não portátil -, com encartes que desvalorizam a arte.
Em épocas em que as formas de ouvir música eram rádios e programas de TV (leia-se jabá) ou a compra de CDs caríssimos (que, salvo você tenha um bom investimento direcionado para isso, não tinha como ter uma coleção muito grande tampouco se manter atualizado com todas as novidades de suas bandas favoritas); a internet veio como uma heroína anárquica, com a possibilidade de se ter todas as músicas do mundo em seu computador - e de graça!
Em épocas em que as formas de ouvir música eram rádios e programas de TV (leia-se jabá) ou a compra de CDs caríssimos (que, salvo você tenha um bom investimento direcionado para isso, não tinha como ter uma coleção muito grande tampouco se manter atualizado com todas as novidades de suas bandas favoritas); a internet veio como uma heroína anárquica, com a possibilidade de se ter todas as músicas do mundo em seu computador - e de graça!
O então formato de produzir e viver de música usado pelas gravadoras e distribuidoras levaram um soco na cara. Tentaram revidar algumas vezes, sem - ou com pouco - sucesso, ao processar alguns mártires da pirataria digital - por vezes, até involuntários, sem a ciência de que estavam cometendo um crime. Queriam enfiar goela abaixo que somente com a compra do CD original você não era um criminoso e que estava ajudando a manter sua banda favorita em atividade
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Assim como no futebol, esse regra do cantor milionário só é válido para algumas poucas bandas, em comparação com a quantidade de artistas existentes no total.
A internet e a evolução da banda (de navegação, não musical) fez crescer o uso de sites de downloads e torrents. O computador se popularizou, assim como a internet rápida. Toda a produção musical do mundo estava ao alcance de um clique.
O mercado da música teve que mudar. Vieram alguns tentativas bizarras. O CD com proteção de cópia, o compra de MP3 (sim, isso é bizarro)… tentativas frustradas, pois nenhum desses processos ganhava da facilidade de fazer um download ilegal. E ainda se agarrava ao conceito de “posse” da música. A música ainda era um produto "físico", e não um serviço, uma experiência. Ao menos, não era tratada como tal.
Bandas, gravadoras e distribuidoras foram sambando até achar o formato ideal. Não encontrou ainda um meio que valorize de fato a banda, mas o streaming, hoje, é o ideal para o consumidor.
O consumidor de música queria música grátis. Hoje tem. O consumidor queria música barata. Hoje tem. O consumidor queria facilidade para acessar suas músicas, onde quer que esteja. Hoje tem. Atualmente, é muito mais fácil assinar um serviço de streaming de música do que fazer uma busca e encontrar um álbum de qualidade, com as faixas corretas.
Youtube, Google Play Music, Deezer, Rdio, Spotify. Legais, pagando as taxas e impostos, com preços acessíveis, permitem o acesso online e offline de milhares de músicas. Não são todas as músicas, é claro. Mas, até hoje, eu não tive uma falha sequer na busca de uma banda que eu gostaria de ouvir.
Assim como nos anos 90 e 00, ainda não é justo para todas as partes. As bandas ganham muito pouco por audição nos serviços de streaming. Mas é um contrato e ele foi aceito. Bandas que querem cortar esse intermediário têm como fazer: bandcamp, financiamentos via crowdsourcing, aplicativos...
Quanto às formas de pagamento, estão cada vez mais diversificandos e acessíveis: paypal não exige um cartão internacional e há cartões de crédito pré-pagos que não pede comprovação de renda nem conta corrente. Ainda assim, a gratuitade de streaming integral ou de download pode ser estratégica para a banda - ou podem ter fontes de renda diversificadas, como patrocínios.
E para quem acha que banda pode viver só de show, isso é mito. Ter banda é um trabalho que precisa ser pago. E, para o consumidor, não há mais desculpas para não pagar por ela.

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